O setor bancário está passando por uma transformação profunda, onde a fusão entre canais físicos e digitais cria uma sinfonia que redefine o acesso a serviços financeiros.
Na América Latina, especialmente no Brasil, essa evolução não é apenas uma tendência, mas uma necessidade para atender às demandas de uma população cada vez mais conectada.
Modelos híbridos emergem como a chave para unir inovação tecnológica e confiança humana, garantindo eficiência e personalização.
Este artigo visa inspirar ao mostrar como bancos, desde digitais como o Nubank até tradicionais, estão adotando estratégias que beneficiam tanto os clientes quanto a economia.
Ao longo do texto, você descobrirá insights práticos sobre tendências, investimentos e o papel de iniciativas como o PIX, tudo com foco em criar um futuro financeiro mais inclusivo e dinâmico.
A Revolução Híbrida do Nubank: Do Remoto para a Colaboração Presencial
O Nubank, um dos maiores bancos digitais da América Latina, anunciou uma mudança estratégica que reflete a importância dos modelos híbridos.
Após cinco anos operando com um modelo remote-first, a empresa decidiu adotar um esquema híbrido global a partir de julho de 2026.
Isso significa que 70% dos times trabalharão presencialmente dois dias por semana inicialmente, aumentando para três dias a partir de 2027.
David Vélez, CEO do Nubank, enfatizou que, embora os benefícios do remoto sejam óbvios, há custos invisíveis que afetam a inovação.
Ele acredita que a colaboração presencial acelera a criatividade e permite encontros mais produtivos, essenciais para manter a vantagem competitiva.
Para implementar essa transição, o Nubank está expandindo sua infraestrutura física, com novos escritórios em cidades como São Paulo, Cidade do México e Bogotá.
- Expansão de escritórios em mais de 10 cidades globais.
- Aumento da presença física para fortalecer a cultura corporativa.
- Exceções para funções como suporte e compliance, que podem permanecer remotas.
Essa decisão não é isolada; ela reflete uma tendência mais ampla no setor, onde a combinação de trabalho remoto e presencial se torna o padrão.
O objetivo é equilibrar flexibilidade com a necessidade de interações face a face que fomentam inovação.
Sinergia entre Canais Físicos e Digitais nos Bancos Tradicionais
Enquanto os bancos digitais se adaptam, os tradicionais também estão evoluindo para integrar melhor seus canais online e offline.
No Brasil, estima-se que os canais online representem 14,2% do mercado de banca minorista até 2030, graças a ferramentas como chatbots, apps e biometria.
No entanto, os canais offline ainda dominam, com 56,4% das decisões complexas sendo tomadas presencialmente em 2024.
Isso mostra que, apesar do crescimento digital, a confiança e a interação humana continuam cruciais para transações importantes.
Bancos tradicionais estão investindo pesado em tecnologia para criar modelos híbridos eficientes.
- Adoção de nuvem e inteligência artificial para automação.
- Foco em biometria e apps móveis para melhorar a experiência do cliente.
- Parcerias com fintechs e wealth-techs para inovação contínua.
Esses esforços visam reduzir custos operacionais enquanto mantêm o atendimento personalizado que os clientes valorizam.
A sinergia física-digital permite que os bancos ofereçam serviços rápidos e convenientes sem abrir mão do suporte especializado.
O PIX como Catalisador da Inclusão Financeira
O PIX, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central do Brasil, revolucionou o acesso a serviços financeiros em apenas três anos.
Com uma penetração de 80% da população brasileira, ele reduziu significativamente o número de não bancarizados, de 16,3 milhões para níveis mais baixos.
Essa iniciativa é um exemplo claro de como a tecnologia pode promover a inclusão, permitindo que mais pessoas participem da economia formal.
Mendia, da Temenos/Galileo, destaca que o PIX está evoluindo para um ecossistema de open finance, integrando investimentos e seguros.
Além disso, testes com a CBDC Drex, que usa smart contracts, mostram o potencial para inovações futuras.
- Redução de barreiras para acesso bancário.
- Interoperabilidade entre diferentes instituições financeiras.
- Expansão para serviços como empréstimos e seguros via open finance.
O PIX não apenas facilita transações, mas também fomenta a competitividade e a inovação no setor, criando um ambiente mais dinâmico.
Para os usuários, isso significa mais opções e maior controle sobre suas finanças, com transações rápidas e seguras.
Tendências Fintech para 2026: O Ano da Banca Autônoma
Olhando para o futuro, 2026 promete ser um ano marcante com o surgimento da banca autônoma, impulsionada por inteligência artificial.
Segundo a N5, tendências como correções de preços automáticas e reestruturações de dívidas via IA se tornarão comuns, aumentando a eficiência operacional.
Open finance com APIs permitirá preaprovamentos contextuais, onde ofertas são personalizadas com base no comportamento do cliente.
Isso cria uma competição saudável por dados, contexto e velocidade, beneficiando os consumidores com serviços mais adaptados.
- Automação de processos bancários com IA avançada.
- Integração de legados tecnológicos para melhor desempenho.
- Foco em experiências personalizadas e em tempo real.
Essas tendências não só reduzem custos, mas também melhoram a tomada de decisões, tornando os serviços financeiros mais acessíveis e responsivos.
Para os bancos, adotar essas inovações é essencial para se manterem relevantes em um mercado em constante mudança.
Crescimento do Mercado e Oportunidades de Investimento
O mercado de banca minorista brasileiro está em expansão, com projeções de atingir USD 146,6 bilhões em 2025 e uma taxa de crescimento anual composta de 8,17% até 2030.
Isso reflete o aumento na adoção de serviços bancários, com 97% dos adultos brasileiros tendo contas em 2024.
O Nubank, por exemplo, cresceu de 59 milhões para 122 milhões de clientes entre 2020 e 2025, com lucro líquido de US$ 637 milhões e receitas recorde de US$ 3,7 bilhões no segundo trimestre de 2025.
Esses números destacam o potencial de crescimento na região, especialmente com a expansão para países como México e Colômbia.
Além disso, bancos tradicionais estão construindo mercados internos e firmando parcerias, com carteiras de empréstimos totalizando R$ 4,35 trilhões, um aumento de 11,9% em relação ao ano anterior.
Esses investimentos em infraestrutura física e digital são cruciais para sustentar o crescimento e oferecer serviços de qualidade.
Contexto Regulatório e Econômico: A Base para a Inovação
O ambiente regulatório e econômico na América Latina, particularmente no Brasil, desempenha um papel vital no sucesso dos modelos híbridos.
Com a taxa Selic em 15% e uma inflação de 4,46% em novembro de 2025, há um foco em estabilidade que favorece investimentos em tecnologia.
O Banco Central do Brasil tem sido um agente ativo, promovendo interoperabilidade plena via APIs e IA na chamada "era desacoplada" de pagamentos.
Isso cria um cenário propício para a inovação, onde fintechs e bancos tradicionais podem colaborar sem barreiras excessivas.
- Regulações que incentivam a competição e a proteção ao consumidor.
- Foco em reduzir a burocracia para adoção de novas tecnologias.
- Suporte a iniciativas como open finance e CBDCs.
Para os usuários, isso significa maior segurança e transparência, com serviços financeiros que se adaptam rapidamente às mudanças econômicas.
Em suma, o contexto atual permite que a sinfonia híbrida floresça, impulsionando a inclusão e o crescimento sustentável.
Conclusão: Harmonizando o Futuro Financeiro
O futuro dos bancos não é uma escolha entre físico e digital, mas uma integração harmoniosa que aproveita o melhor de ambos os mundos.
Modelos híbridos, como exemplificado pelo Nubank e pelos bancos tradicionais, oferecem uma via para inovação contínua e atendimento personalizado.
Iniciativas como o PIX e tendências como a banca autônoma mostram que a tecnologia está a serviço da inclusão e da eficiência.
Para aproveitar essas oportunidades, é essencial que tanto instituições financeiras quanto consumidores estejam abertos à mudança e à colaboração.
- Invista em educação financeira para entender as novas ferramentas.
- Explore canais híbridos para maximizar conveniência e confiança.
- Acompanhe as tendências regulatórias para se adaptar rapidamente.
Ao abraçar essa sinfonia, podemos construir um sistema financeiro mais resiliente e acessível para todos, onde a tecnologia e a humanidade andam de mãos dadas.
O caminho adiante é desafiador, mas repleto de potencial, e cada passo em direção à harmonização nos aproxima de um futuro mais próspero.
Referências
- https://www.bloomberglinea.com/negocios/nubank-pondra-fin-al-modelo-remoto-y-adoptara-la-jornada-hibrida-desde-julio-de-2026/
- https://international.nubank.com.br/es/compania/nubank-anuncia-un-nuevo-modelo-hibrido-para-2026/
- https://www.kvz.cl/la-interoperabilidad-plena-retos-y-tecnologias-clave-para-2026-en-america-latina-y-la-era-desacoplada-de-pagos/
- https://www.mordorintelligence.com/es/industry-reports/brazil-retail-banking-market
- https://blog.n5now.com/tendencias-fintech-2026-el-ano-de-la-banca-autonoma-y-los-datos-inteligentes/
- https://www.bbvaresearch.com
- https://neofeed.com.br/negocios/a-seca-de-ipos-no-brasil-acaba-em-2026-preve-head-do-banco-de-investimento-do-citi-brasil/es/
- https://blog.n5now.com/tendencias-fintech-2026-el-ano-de-la-banca-autonoma-y-los-datos-inteligentes-2/
- https://thestandardcio.com/2025/12/16/pagos-digitales-america-latina-2026-temenos-galileo/
- https://www.bloomberglinea.com/latinoamerica/brasil/brasil-mantiene-la-tasa-en-15-ante-previsiones-de-inflacion-persistentemente-altas/
- https://es.tradingview.com/news/cointelegraph:c9af49e1909cd:0/
- https://www.cemla.org
- https://www.bnamericas.com/es/reportajes/como-invierten-en-tecnologia-los-bancos-mas-grandes-de-brasil
- https://latamobility.com/brasil-vehiculos-electricos-dominan-mercado-movilidad/
- https://www.bloomberglinea.com/mercados/en-que-invertir-en-america-latina-en-2026-bank-of-america-revela-sus-acciones-preferidas/
- https://mobilityportal.lat/acuerdo-brasil-colombia-electrificados/
- https://www.infobae.com/economia/2026/01/05/escaso-impacto-economico-inicial-de-la-accion-de-eeuu-en-venezuela-las-primeras-senales-del-mercado-daban-una-muy-leve-suba-del-petroleo/







